Chuva e sol ao mesmo tempo. Debruço-me na janela do quarto, os braços para fora. As gotas molham-me as mãos, ao mesmo tempo em que os raios de sol encontram meu peito, fecham meus olhos. No quintal de uma casa vizinha, o mato grita em verde luminoso, intenso pela luz. E parece tremer em brilho com o sol refletido nos pingos da chuva, multidão de pequenos vaga-lumes em festa no balanço do vento. Um telhado de metal serve ao sol de espelho, refletindo a luz, propagando o calor. Respiro e sinto nos braços gotas frias, sol e brisa, vento e eu. Até que a chuva passa, os carros voltam, as maritacas gritam, eu aterrisso. Fim de pausa na cidade, um descanso que valeu.
4 comentários:
pela tela, pela janela, quem é ela? quem é ela? eu vejo tudo enquadrado.
Adorei !
dois minutos que valem uma vida (literalmente).
Oi! Cacos... Gosto muito desses pedacinhos! Adorei! A jornalista-não-praticante que há em mim saúda a jornalista-não-praticante que há em você!
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